17 de maio de 2012

Telhado verde cresce como opção estética em empresas

Foto: Divulgação

Buscando se alinhar à demanda por uma postura mais sustentável, empresas brasileiras e setor público têm investido em telhados verdes, segundo o site Exame.com.

Com os temas de sustentabilidade e responsabilidade social na ordem do dia, não só empresas, como também órgãos públicos e pessoas físicas estão dispostos a fazer investimentos em tecnologias ecológicas em suas construções. Por isso, o mercado brasileiro tem registrado o crescimento de produtos e serviços especializados, como o fornecimento de coberturas revestidas de vegetação – os chamados telhados verdes.

Embora casos como o jardim suspenso do Edifício Matarazzo, em São Paulo, sejam conhecidos do público desde os anos 1970, as empresas especializadas começaram a surgir apenas na década passada. A Ecotelhado, uma das primeiras no segmento, nasceu em 2005. Ainda hoje, o número de empresas do setor é pequeno, embora haja também paisagistas e engenheiros-agrônomos que atuam de maneira independente.

Telhado verde e políticas públicas
Além do fator estético, os benefícios dos telhados verdes incluem a diminuição da variação térmica, a melhoria da qualidade do ar, a absorção de gases estufa e a retenção e limpeza da água da chuva – o que pode diminuir o risco de enchentes.

Com menor variação térmica, edifícios verdes tendem a consumir menos energia nos sistemas de aquecimento e refrigeração. “Um edifício verde gasta de 30% a 40% a menos de energia que um convencional”, estima José Manuel Feijó, diretor executivo da Ecotelhado e presidente da Associação Telhado Verde Brasil. Segundo o executivo, o mercado brasileiro para telhados verdes cresce de 70% a 100% anualmente desde 2005.

Por possibilitarem a implantação de áreas verdes em locais onde há pouco espaço disponível e altas taxas de impermeabilização do solo, os telhados verdes são incentivados com programas governamentais de isenção fiscal no mundo todo. No Brasil, municípios como São Sebastião (SP) e Guarulhos (SP) oferecem desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para prédios que utilizem o sistema. Na cidade de São Paulo, há um projeto de lei de 2009 que visa oferecer desconto de 5% no IPTU de edifícios que cobrirem seus telhados com vegetação.

“A competição entre as empresas para se adequarem à onda de sustentabilidade, junto com a possibilidade do desconto no IPTU, incentiva as vendas”, diz Sérgio Rocha, diretor executivo do Instituto Cidade Jardim, de Itu (SP), empresa que fornece e instala telhados verdes desde 2008.

José, da Ecotelhado, destaca também que edifícios que apresentem telhados verdes aliados a paredes verdes têm mais facilidade em obter certificações ambientais, como o selo Leed (Liderança em Design Energético e Ambiental).

Tecnologia e serviços
Como a tecnologia estabelecida na Europa e nos Estados Unidos é adaptada a materiais e a um clima diferentes dos encontrados normalmente no Brasil, é comum que as empresas desenvolvam seus próprios produtos para atuar no País. “Criamos um substrato diferente do americano e do europeu e com um sistema mais inteligente e simples de encaixe, que funciona como um lego”, explica Sérgio. As peças vêm com espaço para reservatório de água, o que diminui a necessidade de irrigação.

Além de vender as peças, que custam entre R$ 95 e R$ 130 por metro quadrado, a empresa também fornece serviços de instalação, que custam em torno de R$ 30 por metro quadrado, e de manutenção, que variam de R$ 5 a R$ 10.

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8 de maio de 2012

Retorno de imóvel comercial é de 4,35% no 1º trimestre

A taxa de retorno de investimentos em imóveis comerciais no Brasil no primeiro trimestre de 2012 foi de 4,35% em relação ao último trimestre do ano passado, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), divulgado nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O índice foi calculado com base em uma amostra de 301 imóveis, a partir de informações sobre despesas operacionais, receitas totais, investimentos e vendas de imóveis, fornecidos por um grupo de empresas dos setores financeiro e imobiliário e de fundos de pensão. O universo inclui escritórios comerciais, shopping centers, estabelecimentos comerciais, hotéis, imóveis industriais e de logística distribuídos em todo o País, com maior concentração em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No período de janeiro a março de 2012, a taxa de retorno da renda foi de 2,74%, enquanto a de capital ficou em 1,61%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Em relação a igual trimestre do ano passado, a taxa de retorno de investimentos em imóveis comerciais foi de 17,38% no primeiro trimestre de 2012. A taxa de retorno da renda ficou em 11,51%, enquanto a de capital foi de 5,41%.

O IGMI-C, divulgado trimestralmente, tem o objetivo de medir a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos de imóveis comerciais em todo o País.

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25 de abril de 2012

Drywall conquista o mercado da construção civil

Por conta das vantagens de flexibilidade, rapidez de execução, isolamento acústico, entre outras, o drywall passou a ser a grande aposta da construção civil. Considerado um sistema construtivo de ponta, o qual vem crescendo muito no Brasil, principalmente em projetos modernos e inovadores, o produto substitui a alvenaria convencional com maior eficiência nas áreas internas dos edifícios, principalmente, os comerciais e corporativos.

“O uso do drywall em projetos modernos e inovadores vem sendo amplamente utilizado no mundo, pois propicia mais conforto e comodidade, sem falar no tempo de execução da obra, que cai consideravelmente”, explica Rafael Borges,  do grupo Brasgips, que está participando da implantação do sistema no IGUAÇU 2820.

Segundo ele, as paredes em dry wall proporcionam um grande conforte térmico e acústico para o usuário, podendo ser 30% superior em relação às paredes de alvenaria. Borges explica que o desempenho torna-se ainda melhor quando o drywall possui uma espessura adequada, incluindo um bom sistema de isolamento.

Outro ponto de comparação com o sistema convencional de alvenaria, é a facilidade de implementar reformas que as paredes em drywall oportunizam. O sistema gera cerca de 80% menos resíduos sólidos, sendo também menor o nível de ruídos durante a execução da obra, ressaltam os especialistas.

“A rapidez de montagem, a facilidade para fazer reparos e a flexibilidade de layout são características que favorecem o uso deste sistema, principalmente nos ambientes de trabalho, ajustando-se às dinâmicas da equipe”, observa Borges.

Outra grande vantagem “é o peso próprio das parede de drywall, cerca de 7 vezes menor do que as parede de alvenaria, isto significa uma grande redução na carga aplicada em pilares e vigas, resultando em uma estrutura mais leve, econômica e sustentável”, ressalta Borges.

Rafael Borges elogiou o projeto do Iguaçu 2820: “uma obra diferenciada, que busca a certificação LEED, contemplando o bem-estar de quem usa o empreendimento, o que se encaixa muito bem com a questão paredes e forros em drywall”.

Um pouco de história do drywall

Criada e consagrada há mais de um século, a tecnologia drywall nasceu como uma solução capaz de resistir aos incêndios que destruíam as vilas e cidades dos Estados Unidos, no final do século 19.

Desde então, seu uso expandiu-se e logo no começo do século 20 passou a ser um sistema de revestimento interno utilizado em edifícios consagrados, como o Empire State Building ( 1931).

No Brasil, o sistema só passou a ser fabricado em 1972, mais de meio século depois da sua invenção, quando a primeira fábrica nacional foi instalada em Petrolina, Pernambuco. Com a abertura do mercado nacional nos anos 90 e a chegada das principais multinacionais fabricantes de chapas para drywall, o mercado se desenvolveu consideravelmente no país.

Na década de 1990, o drywall consagrou-se como solução capaz de conjugar apelo estético e bom desempenho acústico, além da e sua excelente resistência mecânica e ao fogo. Vantagens como limpeza e rapidez na montagem vieram ao encontro das necessidades do novo mercado de construção racionalizada, onde a velocidade de execução é quesito obrigatório.

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Próxima parada: heliponto do IGUAÇU 2820

Estratégico para resolver os problemas de trânsito e segurança, os helipontos  são hoje em dia um dos principais diferenciais das edificações.  A construção de uma área de pouso/decolagem de helicópteros nos centros econômicos vem se expandido, com um crescimento constante nos últimos anos.

De acordo com o consultor Adelar Lino Ribeiro, da Aeroplan Consultoria e Assessoria Aeronáutica, uma das principais vantagens na utilização de helipontos nos grandes centros é a mobilidade e a facilidade de deslocamento, evitando problemas com o trânsito, normalmente congestionado.

“A existência de um heliponto instalado sobre prédio acresce valor ao empreendimento, sendo uma vantagem competitiva, tanto para prédios comerciais e corporativos de alto padrão, como os residenciais”, ressalta Adelar Lino Ribeiro.

A sua empresa elaborou o projeto para a construção do heliponto do IGUAÇU2820, que está aguardando o término da obra  para obtenção do Registro junto à ANAC , de acordo com a legislação pertinente.

O Brasil é um dos mercados de helicópteros com crescimento mais rápido no mundo. O país ocupa a sétima posição no mercado mundial de helicópteros, sendo o país com maior frota civil. Trata-se de um nicho de mercado que revela crescimento constante nos últimos anos e que, segundo dados da Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros (Abraphe), vem registrando mudança na percepção mercadológica.

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Equipe LAGUNA visita Salão Internacional da Construção

A equipe de colaboradores do departamento de engenharia da Construtora LAGUNA participou do principal evento da construção civil na América Latina, a Feicon Batimat – Salão Internacional da Construção. O evento foi realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, e se encerrou no último dia 31 de março.

A Feicon Batimat é realizada anualmente e tem como objetivo demonstrar produtos, tendências, soluções e lançamentos, em um único local, com um maior número de expositores de todas as partes do mundo, gerando networking e negócios para engenheiros, decoradores, designers e todos aqueles que trabalham na cadeia da indústria construção civil.

A equipe da Construtora LAGUNA percorreu o evento a fim de conhecer as novas tecnologias aplicadas ao mercado. “Foi uma oportunidade para observar a aplicação de soluções e  tecnologias, principalmente as relacionadas com sustentabilidade e melhoria da performance. Verificamos que muitas destas novas tendências a Construtora LAGUNA já vem realizando com êxito em muitas de suas obras”, ressaltou a engenheira Cássia Assumpção, responsável pelo planejamento de obras na LAGUNA.

O destaque do evento foi para a discussão em torno da certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) , com a apresentação da palestra “Passo a Passo para Adequar seus Projetos aos Padrões da Construção Sustentável e Obter a Certificação LEED” , que foi ministrada pelo engenheiro e gerente técnico  LEED, do Green Building Council Brasil, Marcos Casado.

Outra tendência do evento foram os produtos com o apelo “do it yourself”, ou “faça você mesmo”, que incluem argamassa para colagem de tijolos; pisos com sistema de encaixe; tintas para revestimento de fácil remoção e kit de fitas de LED para iluminação de móveis e ambientes, uma vez que o  consumidor está cada vez mais à procura de produtos e soluções de fácil aplicação e com menor custo.

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Fotos Por Dentro da Obra


Concretagem da laje do Iguaçu 2820.

Concretagem da laje do sexto pavimento do edifício comercial.

Colaboradores fazendo o acabamento de laje que acaba de ser concretada.

Local do elevador provisório da obra.

Visão aérea da obra.

Bombeamento e lançamento do concreto na laje do sexto pavimento.

Concretagem do sexto andar, em destaque.

Imagem da grua que está sendo utilizada na obra.

Colaborador usando equipamento de proteção individual (capacete, protetor auricular e cinto de segurança).

Interior do edifício em construção, com a parte da alvenaria executada.

Visão da torre corporativa.

Parte da torre corporativa e parte da torre comercial.

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13 de abril de 2012

Brasil: 4º lugar no ranking de construções sustentáveis

Brasil já é o quarto país no ranking das “construções verdes” — obras que buscam certificações que comprovam que elas são mais sustentáveis que as convencionais. Segundo o Green Building Council (GBC), órgão internacional que analisa este tipo de prédio, o Brasil atualmente só está atrás de EUA, Emirados Árabes Unidos e China em número de construções do gênero. Ao obter os selos, elas ficam mais valorizadas, além de propiciarem menos impacto ambiental.

Ao todo, o País já conta com 43 prédios certificados e 477 em processo de certificação através de selos como o LEED, criado pelo GBC, e o nacional Aqua, inspirado por uma qualificação francesa e outorgado, aqui, pela Fundação Vanzolini (SP). Quando alguma construção ganha o selo comprovou que, por exemplo, economiza um determinado percentual a mais de luz ou água do que uma obra comum; e que se preocupa com a gestão dos resíduos gerados na obra, entre outras especificações.

Em nível nacional, o Rio é um dos estados que mais se mobilizam pelos certificados: 40% das edificações comerciais novas lançadas nos últimos dois anos são prédios verdes certificados. A Além disso, a Prefeitura do Rio planeja obter selos verdes para as novas construções que visam atender às Olimpíadas de 2016.

E são exatamente os grandes eventos que serão sediados no Brasil nos próximos anos que deverão alavancar ainda mais a posição do País no ranking mundial dos prédios verdes, segundo especialistas. Apesar da boa colocação, o Brasil ainda tem muito a crescer: apenas 1% da oferta atual do mercado imobiliário é composta de construções com selo de sustentabilidade. Nos EUA e Europa o número gira entre 10% e 15%.

É importante lembrar que, apesar da euforia, os “prédios verdes” brasileiros e a maioria dos erguidos no planeta não são “carbono zero”, ou seja, seu processo de construção e funcionamento ainda têm impacto no Meio Ambiente. Uma das raras exceções é o prédio Elithis Tower, inaugurado em 2009 em Dijon, na França, que gera energia.

Certificações existem também em outros ramos

Além do setor de construção, outras atividades também possuem selos que atestam seu comprometimento com processos mais sustentáveis.
Entre os mais importantes estão o Selo de Qualidade Ambiental, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que analisa todas as etapas do processo produtivo de companhias de diversos setores.

Há ainda o certificado IBD, para alimentos, cosméticos e algodão orgânicos; o Procel, para eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos com eficiência energética comprovada; entre outros.

Fonte:O DIA

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3 de abril de 2012

Um novo comportamento verde: compartilhamento de carros na Europa

Por quase um século, boa parte da humanidade manteve uma relação de intimidade profunda com o automóvel, que, como poucas invenções, se transformou em símbolo de status e expressão de liberdade e individualidade. O carro é mais do que um produto: induziu uma cultura, um modo de vida. Exemplificando sua influência, o historiador Brian Ladd, da Universidade Yale, autor do livro Autophobia, disse que a afeição do americanos por seus automóveis é tamanha que eles, os americanos, “organizam sua vida em torno do carro”. “Neles, os americanos vivem, relaxam, brigam, comem, se divertem e, claro, se envolvem nos mais diversos rituais de acasalamento.”
Os laços entre espírito e máquina são fortes, mas é possível que estejam se afrouxando. “As gerações mais novas têm menos interesse no automóvel. Isso pode ser percebido na queda do número de pedidos de habilitação para guiar e na redução do número de donos de carros entre os jovens”, diz Sven Beiker, diretor executivo do Centro de Pesquisas Automotivas da Universidade de Stanford. De fato. Nos Estados Unidos de 1978, metade dos americanos que completava 16 anos solicitava autorização para conduzir veículos; 30 anos depois, a taxa era de apenas 30%. Outro dado, vindo da Alemanha, é ainda mais eloquente: entre 2000 e 2011, a parcela de homens que possuía veículos caiu 35%.

Há outro indício de que os laços entre homem e máquina começam a amolecer: a ascensão do compartilhamento de carro – ou car sharing. O Brasil e outra nações em desenvolvimento, como China e Rússia, onde a venda de veículos dispara, podem estranhar essa história. Mas nos Estados Unidos e em partes da Europa, é crescente o número de pessoas que não se incomoda em alugar o próprio carro a um desconhecido, prática equivalente ao sacrilégio no passado. Do outro lado do balcão, há gente que não se importa em abrir mão de um sonho antes imperativo, o de possuir um automóvel, preferindo a locação esporádica. “Compartilhar é uma ação cada vez mais aceita e, em alguns lugares, até mais apreciada do que possuir”, diz Beiker. Na visão dele e de outros especialistas, o carro entrou na roda do compartilhamento porque, aos poucos, está cedendo o lugar de objeto de desejo preferencial. Em seu lugar, apostam, aparecem o smartphone e o tablet, por exemplo. Sai Henry Ford, entra Steve Jobs. “O carro foi importante por concretizar valores caros à democracia, como a liberdade de ir e vir, além de explicitar a condição social de seu proprietário”, diz Cotten Seiler, professor da Universidade de Dickson, na Pensilvânia, e autor do livro Republic of Drivers: A Cultural History of Automobility in America. “Hoje, nenhum dos meus alunos, na faixa dos vinte e poucos anos, pensa em comprar um carro por status. Para eles, é mais importante ter um iPad ou andar de bicicleta, símbolo de juventude e consciência ambiental. Para eles, isso é ser moderno.”

A startup americana RelayRides foi a primeira companhia do mundo a viabilizar o aluguel de carro entre indivíduos. Criado em 2010 para atender a cidade de Boston, o serviço de internet foi estendido para todo o território americano há duas semanas. Pelo site, o proprietário define o preço e diz em qual horário o veículo estará disponível. Na outra ponta, 6.000 locatários (e o número continua crescendo) disputam os 200 veículos à disposição. Para entrar no circuito, carros e locatários passam por uma triagem: os veículos devem ter no máximo dez anos de uso e menos de 130.000 quilômetros; os motoristas, ficha limpa ao volante. “Tive a ideia de criar o serviço enquanto pedalava mais mais de 3 quilômetros na neve até uma loja de aluguel de carros.

No caminho, via centenas de veículos parados, sempre os mesmos havia semanas”, diz Shelby Clark, fundador do RelayRides. “Pensei: como seria cômodo se pudesse alugar um deles, próximo à minha casa.” Desde a criação, a RelayRides, levantou a bolada de 13 milhões de dólares de quatro fundos de investimento, incluindo um proveniente do Google e outro da General Motors – sim, as montadoras já perceberam que é preciso unir-se ao negócio nascente.

Fonte: Veja online – 26/03/2012

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29 de março de 2012

Prefeitura de BH cria selo de sustentabilidade

As obras ditas “verdes” têm que provar que são o caro que sai barato. Na tendência das construções sustentáveis, para além do termo da moda, as economias decorrentes da redução no consumo de água e eficiência energética são o principal atrativo de empreendimentos do tipo. Estima-se redução de até 50% no consumo de água, 30% em gastos com energia elétrica e até 9% no custo de operação durante toda a vida útil de prédios verdes.
Ao rol de certificados conquistados por empreendimentos na toada da economia verde, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) acaba de colocar em operação definitiva o próprio selo – o primeiro no mundo a ser outorgado por uma municipalidade. Até maio devem ser divulgados os primeiros bares, hotéis e restaurantes da cidade que terão passado pelo crivo da Certificação e Sustentabilidade Ambiental de Belo Horizonte (CSABH). Um nome melhor para o selo deve ser pensado nesse meio-tempo.

A empresa responsável pela aferição dos critérios técnicos de economia verde para os empreendimentos que se interessarem pelo selo da prefeitura é o Bureau Veritas. “O consumo de água, energia, a gestão dos resíduos sólidos e as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa são os principais elementos levados em conta”, explica Weber Coutinho, gerente de planejamento da Secretaria de Meio Ambiente.

Diferentemente de outros selos mais tradicionais, como os do Green Building Council (GBC) e da Fundação Vanzolini, o selo da PBH também aceita os chamados retrofits – quando edifícios já erguidos passam por reformas para se adequar às exigências da certificação. O plano é munir os prédios de aparelhagem capaz de mensurar, por exemplo, qual será a redução de emissão de carbono durante a Copa do Mundo.

O tempo de retorno de investimento é ainda o principal entrave para que os empreendimentos verdes deixem de ser exceção, segundo Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). “O custo é maior porque envolve tecnologias que ainda não estão completamente assimiladas pelo mercado. E muitos empreendedores não acham a perspectiva interessante porque não têm esse capital inicial ou porque de fato não conseguem enxergar a longo prazo”, diz Soares.
Fonte: Estado de Minas

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POSTADO POR Iguacu2820 ÀS 6:33 pm
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21 de março de 2012

Tinta que isola calor e atende mercado de prédios verdes

Uma reportagem da editoria de ECONOMIA, do Globo.com, mostra como uma empresa fez para entrar no sofisticado mercado de construção de prédios sustentáveis, uma pequena empresa de São Paulo fabrica uma tinta especial, que isola o calor. A tinta ajuda a diminuir custos até do ar condicionado. Os Estados Unidos lideram a construção de edifícios com certificação ambiental. E o Brasil está em quarto lugar.

Veja o vídeo da matéria no site G1.

Após 12 meses de pesquisas e testes, os empresários José Faria e Antônio Storani fizeram uma tinta que reflete 99% dos raios do sol e evita a invasão de calor nos ambientes. “O produto já existia nos Estados Unidos, com desenvolvimento Nasa, para aplicação aeroespacial, naves. Hoje nós fizemos melhor, pegamos essa tecnologia e aplicamos em vários segmentos de negócio”, explica Storani.

No Brasil, a tinta é usada para economizar energia nas construções. Ela é aplicada no telhado dos prédios. Ao refletir os raios de sol, diminui o aquecimento interno e os gastos com refrigeração do ambiente. “Hoje o mundo todo está falando em sustentabilidade, nós estamos iniciando prédios sustentáveis, existe uma metodologia para você construir um prédio sustentável, mais econômico”, diz Faria.

Os empresários investiram R$ 1 milhão na fábrica. Compraram matéria prima, montaram um laboratório, contrataram especialistas e fizeram laudos técnicos para atestar a eficiência do produto.

O segredo da tinta está em flocos que parecem neve. A tinta contém milhares de microesferas cheias de ar. São bolinhas de vidro ocas, internamente com ar. O fato de ter ar impede a passagem do calor.

Cada microesfera é quase mil vezes menor que um grão de areia. Elas são misturadas com minerais, resina e pigmentos. Com isso, forma-se a tinta refletiva, que adere em qualquer material: aço, alumínio, madeira, plástico.

As microesferas também fazem a tinta funcionar como um poderoso isolante térmico. Em São Paulo, um shopping adorou a novidade e contratou a empresa para aplicar a tinta no telhado. O trabalho é feito com alpinistas urbanos que prestam serviço para a fábrica de tinta. São quatro mil metros quadrados de telhado, todo em alumínio. A tinta é aplicada com um compressor de ar.

Num dia de sol escaldante, a temperatura do telhado chega a 70 graus. E boa parte desse calor passa para baixo. Para se ter uma ideia, o shopping gasta R$ 120 mil por mês só para manter os aparelhos de ar-condicionado ligados o dia inteiro. Com a tinta refletiva, a ideia é derrubar o custo em até 30 %.

A empresa cobra de R$ 25 a R$ 28 por metro quadrado pintado, conforme a dificuldade do telhado. Com três alpinistas, o serviço é rápido. Um dia de trabalho com aplicação em duas camadas de tinta. Por dentro, o shopping precisa manter a temperatura interna em 25 graus. Para isso, usa centenas de dutos que ventilam o ar resfriado. E quanto mais quente o dia, mais energia para manter essa temperatura.

“A busca dessa tecnologia é exatamente para trazer economia, alinhado com conceito de sustentabilidade de agredir muito menos a natureza, os clientes observam isso, sabem que nós estamos indo atrás de uma tecnologia que está bem alinhada com o conceito de sustentabilidade, diz o gerente de operações Alex Conceição.

O Brasil é hoje o quarto país do mundo em número de empreendimentos sustentáveis. São 43 construções, e mais de 400 em processo de certificação. Marcos Casado é gerente técnico do GBC Brasil, uma ONG que certifica os edifícios verdes. Entre os requisitos destacam-se ações para baixar a temperatura nas metrópoles.

“A gente busca reduzir o efeito de ilhas de calor que existe nas grandes cidades como em São Paulo. A gente tem uma diferença de oito graus. Então, as áreas mais urbanizadas têm cobertura escura e pavimentação escura geram esse efeito de ilha de calor. A tinta reflexiva vem para trabalhar, nas coberturas e até mesmo nas pavimentações, a redução desse efeito ilha de calor. Ou seja, vai criar áreas de conforto melhor para as pessoas”, diz.

Os empresários da tinta refletiva já venderam o produto para mais de 100 clientes, a maioria empresas. No último ano aplicaram em 50 mil metros quadrados de telhados. E garantem: em 2012, vão aumentar em dez vezes o faturamento da fábrica.

“Eu acredito que esse vai ser o último ano que nós vamos ficar como uma pequena empresa. Muitas empresas multinacionais estão nos procurando. Inclusive uma hoje da Alemanha, no setor de ferrovia, transporte, já está interessada numa grande parceria. A ideia é a gente fornecer o nosso produto para seis países, entre Europa, EUA, Ásia e América do Norte”, afirma Faria.

Fonte: Globo.com

POSTADO POR Iguacu2820 ÀS 12:17 pm
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